Para Ministério Público Federal, há risco de fuga dos assaltantes, caso sejam levados para seus estados de origem.
O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul se manifestou a favor da manutenção da prisão preventiva dos assaltantes presos na Operação Toupeira, realizada em setembro. Os 26 assaltantes encontram-se presos na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), município da região metropolitana de Porto Alegre.A manifestação conclui que a decisão sobre uma possível transferência dos assaltantes presos em flagrante pela Polícia Federal, na tentativa de assalto a agências da Caixa Econômica e do Banrisul localizadas no coração de Porto Alegre, depende de informações da própria Polícia Federal sobre a segurança para as remoções.
Há o temor por conta de evidentes ligações da quadrilha com o PCC, o chamado Primeiro Comando da Capital, facção criminosa que atua em São Paulo e provocou uma onda de violência na capital no mês de maio.
"Requer o Ministério Público Federal seja oficiado à Polícia Federal a fim de que informe se há riscos à segurança pública na efetivação de tais transferências, considerando-se que alguns dos denunciados pleiteiam o retorno ao sistema prisional de São Paulo (SP), origem do PCC", informa a manifestação.
Para o MPF, há o risco de fuga dos assaltantes, caso sejam levados para seus estados de origem, devido à estrutura da quadrilha, responsável também pelo maior assalto a bancos já cometido no Brasil, o roubo da caixa-forte do Banco Central em Fortaleza (CE), em agosto de 2005, quando foram levados 164,7 milhões de reais. Os presos são todos paulistas ou nordestinos.


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